
Peguei uma foto de quando tinha 5 anos de idade. Um aperto no peito. Saudades dessa época de quando pensava apenas em combinar as roupinhas de minhas bonecas. O tempo passa tão depressa, como um piscar de olhos. Quando crescemos tudo é mais difícil, começam as responsabilidades, os amores platônicos, os corações partidos e os sofrimentos sem sentido. Deveríamos continuar sendo aquelas crianças inocentes. Ah, como seria bom. Mas são apenas vontades, vontades que não poderão se realizar. E eu fico aqui, olhando essa foto e lembrando daquela menininha pequena que era feliz, que chorava porque ralou o joelho e não por um coração partido, aquela menininha que sonhava alto como se nada pudesse ser impossível. E a saudade volta a apertar. Maldita saudade. O jeito é guardar as lembranças na gaveta e encarar a realidade. - Amanda Ito (confundindo-minha-mente)


Deixei de acreditar nessa história de que o tempo cura tudo, de que só ele pode amenizar qualquer dor que agora permanece presente, na realidade o tempo não cura nada, ele aumenta qualquer tipo de tristeza, a saudade vem e trás todas aquelas lembranças antigas que estão ali incapazes de sair, o tempo é uma droga meu caro, confesso que gostaria de dormir e não acordar nunca mais, talvez assim fosse melhor, estou cansada de viver nessa vida monótona, tão tanto faz. Cansei de ser objeto das pessoas, cansei de não significar nada, eu tenho certeza de que nunca serei o tudo de alguém, agora me encontro aqui sozinha, pois todos já se distanciaram, cada um em seu tempo, me sinto assim perdida em um mundo agora desconhecido, à realidade é que tudo está piorando e a culpa é dele com toda certeza e claro não poderia ser diferente, porque fizeste isso? Me juraste amor eterno e agora caçoa dos meus sentimentos, me dizia coisas lindas, disse me amar de verdade e depois desapareceu, eu descobri tudo, descobri todas as suas mentiras, percebi que eu não passo de um objeto pra você, eu já sofri demais eu te contei isso e você me disse que contigo seria diferente, que você nunca iria me magoar, mas você não cumpriu, você me jogou no chão e desejou o meu fim, sumiu e agora eu devo aguentar tudo sozinha, devo me contentar com a sua ausência, viver com esses espinhos, com essas dores profundas que nunca iram se suprir, volta? Eu só te peço isso de verdade, já faz mais de 1 mês, eu acho que não irei conseguir aguentar mais, não irei conviver anos sem você, desde de que você me deixou eu virei um nada, há tempos não sei o que é ter aquele desejado sonho, sim quando tento dormir sua imagem vem a minha cabeça, e você? Deve estar com ela ou elas não sei, imagino você se divertindo, beijando os lábios de outro alguém e isso aperta meu coração, tenho vontade de sair correndo a sua direção, dizer tudo o que está me matando por dentro, penso em declarações, ou qualquer outra coisa que me traga você de volta, mas não vai funcionar eu tenho certeza, me diz você ainda lembra do meu nome? Lembra que um dia você me chamou de amor? Tenho a leve impressão de que se algum dia você chegar a me ver novamente não irá se lembrar de mim, porque você pediu pra mim te esquecer e disse que iria fazer o mesmo, então eu tenho certeza de que eu não estou mais em você, mas ao contrário você continua muito vivo em mim, impossível de sair, e eu nem quero que você saia, acho que eu não iria aguentar, de verdade, prefiro viver ou sobreviver com a sua lembrança em mim, prometo guardar só as boas, as ruins vou enterrar em meu velho baú da saudade, ei tempo colabora, não era você que sugava tudo? Eu digo e repito que não, o tempo só serve para deslocar o incurável do centro das atenções, mas o mal, as lembranças continuaram ali, mesmo que no fundo, mas elas sempre estarão cravadas no lugar mais importante, e ali permaneceram, não terão data de término, conviveram com você pra sempre, te atormentando, fazendo com que talvez você chegue a depressão, ao ponto final de tudo, fazendo com que você se entregue de uma vez ao fim da vida, acabando com qualquer alegria, tornando mínimos os teus sorrisos, acho melhor que você volte logo meu amor, ainda posso te chamar de amor? Mesmo que não eu me imponho a chamar e se eu te ver pela última vez irei te gritar bem alto, com o bom som que sempre tive, lembra? Você brigava comigo porque sempre fui escandalosa, você reclamava de mim por ter boca suja e sempre dizer palavrões, no final eu já me sentia mudada, você me deixou melhor, me fez mais respeitosa, mas do que adiantou? Agora estou pior novamente, voltarei as drogas, voltarei a ter meu sujo vocabulário, talvez assim você ouça o quanto piorei e volte para mim. (Doces-Amargos)

Dia 05/02 ás 3:00
Estou lhe escrevendo mais uma vez, coração está apertado, uma vontade de chorar está tomando conta de mim e não estou conseguindo mais segurar minhas lágrimas. Motivos pelo qual estou sentindo isso? Não tem, apenas sinto como se uma faca estivesse enfiada em meu peito. Espero que isso mude, que o dia amanheça e eu acorde bem, como acordei uns dias atrás. Por que minha felicidade dura tão pouco? Estava me sentindo bem, como se o sofrimento tivesse ido em bora junto com a angústia e que a felicidade de estar viva tornasse a voltar. Mas me enganei mais uma vez, a felicidade foi levada, e a dor voltou, pior do que antes. Lágrimas salgadas e dolorosas escorrem pelo meu rosto e molham as páginas de meu velho livro. As vezes me pergunto por qual motivo o coração não tem apenas uma função, apenas a função de bater, de nos manter vivos e nada mais. Assim ele não estaria tão machucado, tão destruído e seria bem melhor. É, mas infelizmente não é assim, e a única coisa que me resta é chorar, isso não manda a dor embora, mas alívia, e alívia bastante. (versos-amargurados)

Sabe como é sobreviver com o coração em pedaços, sangrando? É muito difícil, complicado, mas não impossível, pelo menos é isso que eu quero acreditar. Você sabe como é amar alguém incondicionalmente e ver esse alguém com outra pessoa? É horrível, doloroso, mas você tenta achar que hoje esse alguém esta com essa pessoa mas amanhã irá estar contigo. Você sabe como é amar alguém que nem sabe que você existe, ou se sabe nem liga? É muito doloroso, triste, mas não é insuportável, pelo menos eu tento acreditar que não é. Você sabe como é olhar para alguém, desejá-lo e não poder tê-lo? Eu sei, mas gostaria de não saber, entender aquela dor, aquele sofrimento, aquele sonho impossível. Essas coisas que eu citei antes são tão horríveis e por mais que tento ver algo de bom nelas, acabo chorando pois na verdade não tem nada de bom, no fundo você sabe que é impossível viver sem esse alguém, você sabe que provavelmente não estará com ele, que é insuportável saber que ele não é seu, que você não o tem, e você também sabe que esta nas mãos dele a sua felicidade, não sabe? Isso me mata um pouco a cada dia, é horrível, toda noite eu nos imagino juntos para sempre e me vem a certeza que isso não irá acontecer e cai a primeira lágrima […] É muito difícil conviver com a certeza que você não é meu, e que nunca será, eu sei, parece que estou sendo pessimista, mas na verdade apenas sendo realista. O nós nunca irá acontecer, nem que eu lute com todas as minhas forças, pois você nem me notará, e muito menos irá se apaixonar por mim, eu sei. Não adianta eu fazer nada apenas torcer que eu consiga te esquecer rápido, para que eu possa tentar ser feliz, ou apenas para que eu pare de sofrer, de chorar. Daí você se imagina no mesmo lugar e na mesma hora onde se conheceram e tenta falar pra si mesma tudo que vai acontecer depois, algo do tipo: “Daqui à três anos você ainda estará apaixonada por essa mesma pessoa, enquanto isso, você vai ver ele abraçando outra que parece ter a personalidade igual a sua, de repente até com o mesmo nome, pois é.” Eu não iria acreditar de jeito nenhum, iria pensar: “Não, mas agora eu sei. Eu posso fazer diferente.” Mas daí os três anos se passariam e aquilo foi exatamente o que aconteceu. Aí eu penso que tudo poderia ter sido diferente se eu não tivesse cedido ou ao menos nem o conhecido. Dá um aperto no coração, sério. Percebe-se que poderia ter arriscado mais, ter caído mas do que caiu. E sinceramente… eu não dou nenhuma dentro. Nunca dei. Nada comigo dura, ou nem chega até a mim. Sempre quando tenho um amor platônico ou incorrespondido, é como dizem, agente sai vivo mas nunca igual. Ana e Izadora (en-fraquecidos)


Dia 02/02 ás 00:00
Parecia tão bem, tão alegre, tão eu de novo, que quase conseguia sorrir de verdade, todas as coisas se resolvendo, e estou aqui para contar o motivo dos meus quases, quase me animei, quase sorri de verdade, quase não chorei, quase consegui ser forte… Como mais uma vez quase fui feliz de novo. Tudo continua bagunçado, não aguento viver de quases, preciso de algo por completo, estou precisando da minha antiga vida, aquela da qual só sabia reclamar, aquela que não imaginava que ia fazer tanta falta, de momento únicos e especiais. Já esta tarde e por aqui estou tentando dormir nos meus mais perdidos desejos de uma garota frágil e imcompreendida, vim só escrever de meus mais loucos pensamentos de quando sonho acordada, sonho que tudo esta bem, sonho com uma vida melhor, uma vida menos minha, uma vida em que uma garota não perde tempo escrevendo seus sentimentos em cadernos velhos, uma vida mais real, e menos sofrida. - (versos-amargurados)